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terça-feira, 11 de outubro de 2011

Simplesmente inacreditável - quem está errando?




Manutenção, um setor de atividades negligenciado.
Grandes e pequenos acidentes, como vimos acontecer com o bondinho de Santa Tereza (6 mortos) acontecem por efeito de lógicas bem intencionadas, infelizmente mortais às empresas e unidades de governo assim como de seus clientes e funcionários.
É uma situação que nos faz lembrar uma das últimas reuniões de diretoria de que participamos na condição de presidente da Copel. Naquela ocasião, o Diretor Financeiro apresentou ao colegiado o estabelecimento de espações de custos (Orçamento Anual), definindo um valor muito baixo para a manutenção. Foi um momento de conflito e determinamos que se flexibilizasse essa meta, pois na Copel a preservação de suas instalações era uma condição de segurança e de prioridade absolutas. Competia ao Diretor Financeiro procurar os recursos que fossem necessários.
Por outro lado chegamos a ver reuniões caras para discutir orçamentos ridículos, numa rotina que fazia até mal saber que existia. Imaginamos que, existindo intranet, agora as decisões sejam discutidas à distância.
Visitando escolas, principalmente da rede estadual (orçamento de três vg cinco bilhões de reais por ano no Paraná) temos visto situações inacreditáveis, que tornam colégios estaduais ambientes perigosos, insalubres e mal cuidados. Num desses locais, há três anos, roubaram os cabos dos quatro para raios e após muita pressão mandaram, agora, uma equipe ao local para ver o que mostramos via blog e youtube e até afirmamos existir ao próprio Secretário; o que fez a turma de manutenção? Um laudo... devem ter reposto os cabos, caso contrário os estudantes e professores daquela escola correm grande perigo. Noutro colégio constatamos a tremenda insalubridade e precariedade das instalações. Até a sala de computadores encontrava-se sem qualquer ação. Foi preciso o Lions Clube Curitiba Batel fazer doação para os professores pessoalmente instalarem o piso. Os móveis chegaram e os computadores entregues há três ou quatro meses não podem ser usados porque existe uma pendência jurídica com o fabricante dos computadores (CCE?). Não podem pedir uma liminar? A SEED não tem bons advogados?
Isso é Brasil.
Por razões históricas viramos o país das comissões, megaestruturas, montanhas de caixas de expediente, inúmeras autoridades, lentidão infernal para qualquer decisão. Os carimbos e laudos não param de crescer, transformando a vida de qualquer empresário ou gerente estatal ou privado num pesadelo.
Temos e teremos corrupção, felizmente a liberdade de imprensa se amplia e ganhamos Ministérios Públicos, Polícia Federal, PROCOMs, Juizado de Pequenas Causas etc., ou seja, pode-se dar mais autonomia a escalões intermediários, talvez criando dispositivos de maior responsabilização, corrigindo-se excessos de paternalismo na Justiça do Trabalho.
Com satisfação lemos hoje, dia 12 de outubro, no portal do Jornal Gazeta do Povo que “Escolas terão verba própria para reforma e compra de material, Diretores ganharão mais autonomia para aplicar dinheiro de acordo com as necessidades de cada colégio. Repasse deve chegar a R$ 400 milhões em 2012” (TAVARES, 2011).
É desburocratizando e atribuindo responsabilidades diretas que teremos mais conforto e segurança, tanto na SEED como em qualquer outra empresa, repartição pública ou atividade. Precisamos de menos formulários e comissões e mais ações eficazes (treinamento?).

Cascaes
12.10.2011
TAVARES, O. (12 de 10 de 2011). Escolas terão verba própria para reforma e compra de materia. Fonte: Gazeta do Povo: http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=1179506&tit=Escolas-terao-verba-propria-para-reforma-e-compra-de-material

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