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segunda-feira, 7 de abril de 2014

I Fórum Prioridade Absoluta, Criança em Primeiro Lugar - Prioridades de governantes e a Educação

I Fórum Prioridade Absoluta, Criança em Primeiro Lugar


Entre os dias 22 e 24 de abril acontecerá em São Paulo o I Fórum Prioridade Absoluta, Criança em Primeiro Lugar – uma iniciativa do Instituto Alana com apoio do Sesc-SP. O evento busca reunir especialistas, atores da sociedade civil e poder público para dar força e efetivação ao artigo 227 da Constituição Federal, que coloca as crianças em primeiro lugar nos planos e preocupações da nação.
Diz o artigo: “É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão”.
Dessa forma, o artigo 227 determina que o interesse superior da criança seja posto em primeiro lugar nas decisões, preocupações e atividades de toda a sociedade, do Estado e da família, da mesma forma que o Instituto Alana acredita que um mundo voltado à criança é um mundo melhor para todos.
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Prioridades de governantes e a Educação
Participamos do 3º Seminário Internacional de Acessibilidade (CREA-PR, 2014) defendendo a criação de pelo menos uma Universidade Especial dedicada à PcD (Cascaes, Propondo a criação de Universidades dedicadas a Pessoas com Deficiência, 2014), lugar com inclusão reversa, ou seja, quem não for PcD seria selecionado com critérios especiais enquanto o(a) estudante com deficiência seria aluno preferencial e o ambiente, a pesquisa e desenvolvimento, laboratórios, bibliotecas, ferramentas didáticas, sistemas de informação e EAD seriam a base desse templo de educação e formação profissional dos estudantes com deficiência(s), oferecendo principalmente cursos dos mais caros àqueles que poucos investimentos exigem.
Filmamos e fotografamos algumas palestras que estão nos blogues [ (Pessoas com Deficiência Sensorial - o desafio da Acessibilidade e Inclusão), (Cascaes, Direitos das Pessoas com Deficiência)]. As imagens mostram prioritariamente os intérpretes em Libras, pois felizmente tínhamos intérpretes LIBRAS, o que viabilizou a gravação de som e a exposição em linguagem de sinais (LIBRAS - LEI Nº 10.436, DE 24 DE ABRIL DE 2002.), mais ainda pela facilidade de existência de bons profissionais e telas de TV próximas, maravilha!
O tema e local, Auditório Gralha Azul do Setor de Ciências da Saúde da UFPR, campus Jardim Botânico, permitiu-nos conversar com professores daquela universidade e estar dentro de suas instalações, ou seja, em menos de uma semana visitamos uma escola municipal, um colégio estadual e uma universidade federal no Paraná; que tristeza sentir quanto falta para que nossas crianças, jovens e universitários tenham escolas adequadas e ambientes seguros...
Navegando na internet para preparar nossa palestra sobre universidades dedicadas a estudantes PcD descobrimos o excelente (Anuário Brasileiro da Educação - 2013) e nele dados, gráficos, análises oportuníssimas que nos obrigam a pensar e perguntar: quanto o Poder Público investe em Educação no Brasil?
Não podemos reclamar da atual administração federal que até enfrentou tempestades políticas para dedicar a receita fiscal do “Pré-Sal” à Educação e Saúde (SRI, 2013). Ainda assim estaremos longe do que acontece nos países mais desenvolvidos e correndo atrás de carências seculares.
Estamos com pleno emprego, empregos temporários e alguns permanentes, resultado das opções federais pela FIFA, montadoras de automóveis, exploração e utilização sem limites de combustíveis, agroindústria e mineração, construção de florestas de concreto e aço, coisas assim.
Se o povo brasileiro tivesse instrução e educação justa e necessária aplaudiria essas prioridades? Será que a deseducação não é instrumento implícito na estratégia de dominação dos brasileiros? Dominar os processos educacionais é o sonho dos ditadores e deveria ser a principal arma do povo contra a hipótese de dominação de alguns poucos, fossem quem fossem.
No Brasil, agora lendo livros recentes e menos acadêmicos, mas muito bem feitos [ (Gomes, 1808), (Gomes, 1822 - Como um homem sábio, uma princesa triste e um escocês louco por dinheiro ajudaram D. Pedro a criar o Brasil - um país que tinha tudo para dar errado., 2010), (Gomes, 1889, 2013), (Quase-cidadão), (O Príncipe Maldito) etc.] podemos entender muito de nossa história, ainda carecemos de bons filmes com esse objetivo.
A Educação pode ser instrumento de qualquer coisa, inclusive de alienação, algo que nos parece ser o objetivo principal da mídia comercial, mercenária, assim como de sistemas estatais altamente sectários. Graças às facilidades de informação crescentes devemos estar atentos às inúmeras formas de censura e lembrar sempre os ensinamentos de Michel Foucault, Bertrand Russell, Hannah Arendt e muitos gênios do pensamento humano que o impressionante e assustador século 20 também produziu.
Sobre o século passado o episódio mais expressivo da intolerância e de viabilização do nazifascismo foi, provavelmente, o aproveitamento ideológico da queima do Reichstag e posteriormente a ordem para queima de livros, fatos políticos que lembram agora a forma deliberada dos donos do Poder demonizarem o que aconteceu no Brasil em junho de 2013. O medo do povo aterroriza palácios.
É interessante e elucidativo lembrar que a primeira grande nação a queimar livros e trucidar pensadores, simultaneamente, foi a China[1] o que talvez explique o isolamento e paralização criativa daquele povo genial.
O ano de 2014 promete emoções fortes. A mídia comercial a serviço de seus patrocinadores já rotulou quem reclamar de “Black Bloc”[2], terrorista, agitador. Parece que voltamos ao final de década de sessenta...
E na UFPR? Lá nos disseram que até papel higiênico faltou e a falta de cuidados é visível, aparentemente pela greve em andamento, talvez porque o orçamento da Universidade seja pequeno. Reclamamos de falta de recursos de orientação naquele conjunto de prédios que pouco se diferenciam e fomos alertados por amigos que muita coisa mais está em condições precárias. E a fiscalização do Corpo de Bombeiros, autoridades sanitárias etc.? Não pode por lei Federal, disseram, só com ordem judicial. Ou seja, até leis idiotas prejudicam o ensino e a educação em nossas universidades. Lá os futuros doutores aprendem o quê vendo e convivendo em ambientes improvisados ou precários?
E as crianças?
Reportagem da RPC TV mostrou algo que nós do Lions Clube Curitiba Batel acompanhamos há tempo, a falta de creches na RMC [ (MOÇÃO DE APOIO À IMPLANTAÇÃO DE CRECHES, 2014), (Cascaes, Creches - uma prioridade absoluta, 2013), (Creches - o desespero da Professora Adair , 2013), (Ida, A necessidade de mais creches , 2012), (Batel, 2013)]. Em Curitiba o pesadelo só cresceu quando essa prioridade se transformou em “vale-creche”, ou não?
Resumindo, das criancinhas aos marmanjos falta muito para termos um país mais consistente, o que justifica a ênfase e campanhas a favor da Educação no Brasil.

Cascaes
6.4.2014

Batel, L. (5 de 2013). O Brasil precisa de creches - nós podemos e devemos lutar pela construção de creches. Fonte: olhando e vivendo o LIONS: http://olhando-o-lions.blogspot.com.br/2013/05/o-brasil-precisa-de-creches-nos-podemos.html
Cascaes, J. C. (s.d.). Fonte: Direitos das Pessoas com Deficiência: http://direitodaspessoasdeficientes.blogspot.com.br/
Cascaes, J. C. (26 de 5 de 2013). Creches - uma prioridade absoluta. Fonte: Ações ODM e Justiça Social Registrar atividades relativas aos Objetivos do Milênio na cidade de Curitiba e sua Região Metropolitana: http://odmcuritiba.blogspot.com.br/2013/05/creches-uma-prioridade-absoluta.html
Cascaes, J. C. (27 de 3 de 2014). Propondo a criação de Universidades dedicadas a Pessoas com Deficiência. Fonte: Educação e os estudantes com deficiência: http://escolas-convencionais-e-especiais.blogspot.com.br/2014/04/propondo-criacao-de-universidades.html
Cascaes, J. C. (s.d.). Pessoas com Deficiência Sensorial - o desafio da Acessibilidade e Inclusão. Fonte: Pessoas com Deficiência Sensorial - o desafio da Acessibilidade e Inclusão: http://pessoa-com-deficiencia-sensorial.blogspot.com.br/
CREA-PR, C. R. (3 de 2014). 3º Seminário Internacional de Acessibilidade. Fonte: CREA_PR: http://www.crea-pr.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=3029
Creches - o desespero da Professora Adair . (11 de 2013). Fonte: PROJETO LIBERDADE EM AÇÃO – VILA LIBERDADE, ANA MARIA E NOVA ESPERANÇA: http://projetoliberdadeemcolombo.blogspot.com.br/2013/11/creches-o-desespero-da-professora-adair.html
Editora Moderna, T. p. (2014). Anuário Brasileiro da Educação - 2013. Fonte: http://www.moderna.com.br/lumis/portal/file/fileDownload.jsp?fileId=8A8A8A833F33698B013F346E30DA7B17
Gomes, L. (s.d.). 1808. Fonte: Livros e Filmes Especiais, Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil: http://livros-e-filmes-especiais.blogspot.com.br/2013/02/1808.html
Gomes, L. (2010). 1822 - Como um homem sábio, uma princesa triste e um escocês louco por dinheiro ajudaram D. Pedro a criar o Brasil - um país que tinha tudo para dar errado. Rio de Janeiro: Nova Fronteira Participações S.A.
Gomes, L. (2013). 1889. Fonte: Livros e Filmes Especiais: http://livros-e-filmes-especiais.blogspot.com.br/2013/11/1889.html
Ida, T. (4 de 2012). A necessidade de mais creches . Fonte: PROJETO LIBERDADE EM AÇÃO – VILA LIBERDADE, ANA MARIA E NOVA ESPERANÇA: http://projetoliberdadeemcolombo.blogspot.com.br/2012/04/2.html
Ida, T. (5 de 4 de 2014). MOÇÃO DE APOIO À IMPLANTAÇÃO DE CRECHES. Fonte: olhando e vivendo o LIONS: http://olhando-o-lions.blogspot.com.br/2014/04/mocao-de-apoio-implantacao-de-creches.html
LIBRAS - LEI Nº 10.436, DE 24 DE ABRIL DE 2002. (s.d.). Fonte: Planalto - Presidência da República: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10436.htm
Olívia Maria Gomes da Cunha, F. d. (s.d.). Quase-cidadão. Fonte: Livros e Filmes Especiais: http://livros-e-filmes-especiais.blogspot.com.br/2010/06/quase-cidadao.html
Priore, M. D. (s.d.). O Príncipe Maldito. Objetiva.
SRI, S. d. (17 de 10 de 2013). Sanção presidencial confirma recursos do pré-sal para educação e saúde. Fonte: Relações Institucionais: http://www.relacoesinstitucionais.gov.br/noticias/ultimas_noticias/2013/09/sancao-presidencial-confirma-recursos-dos-pre-sal-para-educacao-e-saude






[1] Na época da dinastia Qin (III a.C.), quando ocorreu a primeira grande queima de livros que se tem notícia, as obras do pensamento confucionista foram perseguidas e destruídas em grande número, o que fez com que houvesse uma disparidade patente entre as versões sobreviventes que foram redigidas durante a época da dinastia Han. http://china-antiga.blogspot.com.br/2007/07/construo-da-histria-chinesa.html
[2] Black bloc (do inglês black, preto; bloc, agrupamento de pessoas para uma ação conjunta ou propósito comum, diferentemente de block: bloco sólido de matéria inerte) é o nome dado a uma tática de ação direta, de corte anarquista, empreendida por grupos de afinidade que se reúnem, mascarados e vestidos de preto, para protestar em manifestações de rua, utilizando-se da propaganda pela ação para desafiar o establishment e as forças da ordemBlack bloc é basicamente uma estrutura efêmera, informal, não hierárquica e descentralizada. Unidos, seus integrantes pretendem adquirir força suficiente para confrontar as forças da ordem.
A tática surgiu na Alemanha, nos anos 1980, como tática utilizada por autonomistas e anarquistas para a defender os squats (ocupações) contra a ação da polícia e os ataques de grupos neonazistas. Posteriormente suas atividades ganharam atenção da mídia fora da Europa, durante as manifestações contra o encontro da OMC em Seattle, em 1999, quando grupos mascarados destruíram fachadas de lojas e escritórios do McDonald's, da Starbucks, da Fidelity Investments e outras instalações de grandes empresas.
À diferença do modus operandi de outros grupos anticapitalistas, os integrantes do black bloc realizam ataques diretos à propriedade privada, como forma de chamar a atenção para sua oposição ao que consideram símbolos do capitalismo - as corporações multinacionais e os governos que as apoiam. Um exemplo desse tipo de ação foi a destruição das fachadas de lojas e escritórios do McDonald's, da Starbucks, da Fidelity Investments e outras instalações de grandes empresas no centro de Seattle, em 1999, durante as manifestações contra a conferência de ministros de países integrantes da Organização Mundial do Comércio (OMC).4
As roupas e máscaras pretas - que dão nome à tática e, por extensão, também aos grupos que dela se utilizam - tanto visam proteger a integridade física dos indivíduos quanto garantir seu anonimato, caracterizando-os, em conjunto, apenas como um único e imenso bloco.
Críticos da tática apontam que, por não existir um padrão rígido das atitudes dos participantes, em certos momentos das manifestações pode ocorrer vandalismo, roubo e desordem. Wikipédia

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