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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Colhendo amores

Dias dos pais, reflexões e muitas lembranças, a importância da Educação
Quando envelhecemos e temos família numerosa podemos ver, talvez, com mais detalhes, o que significa viver e constituir família.
Com certeza é algo maravilhoso se vivermos num país sem guerras, revoluções, fanáticos, lunáticos e em paz com os vizinhos. Que tragédia o fundamentalismo religioso e a vaidade dos “donos da verdade”.
Com a idade nossa saúde começa a declinar.
A Natureza é sábia, somos preparados para deixar este mundo, ótimo! Isso também significa que devemos evitar emoções muito fortes, isso é difícil nesses tempos globalizados. A Medicina alonga nossa existência material, mas a globalização online é assustadora, se tivermos atenção ao mundo em que vivemos.
Maravilhosamente podemos viver no Brasil século 21. Com certeza muita gente faz um grande esforço para trazer de volta os ódios e certezas que no passado criaram espaços de terror entre nossos ancestrais. A geração dos anos sessenta sentiu um pouco disso, quando, jovens, queríamos consertar o Brasil à bala.
Comemorar o Dia dos Pais é extremamente importante para, vendo filhos, netos e bisnetos pensar que eles estão ali porque podemos nos reunir, conversar, rir, trocar ideias sem medo das paredes, dos sons que podem ir longe. Hoje vemos nas redes sociais que algumas famílias procuraram restaurantes, locais públicos onde muitos estiveram juntos, que maravilha!
Sabemos o que é a censura, o terror, o medo de falar alto. E nossos livros de história do Brasil, romances sobre o nosso povo e de Sociologia mais recentes merecem ser lidos, estudados, analisados. O final do século 19 e o início do século 20 ilustraram bem porque perdemos demais em relação a outros países. O século 20 radicalizou conceitos e tudo o que vimos foi pura consequência das certezas das multidões. Sim, multidões afinal só existem lideranças se elas de alguma forma descobrirem os discursos adequados aos seus ouvintes.
Avós e bisavós têm, se ainda estiverem lúcidos, a imensa responsabilidade de ensinar seus descendentes sobre a importância da serenidade, da racionalidade, cidadania proativa, em última instância, o amor, a liberdade, o mútuo respeito.
Talvez a idade faça de nós o contrário, pessoas ranzinzas, de mal com a vida. Esse é um perigo real que precisamos superar ao envelhecer. É muito fácil perder o bom humor quando o corpo está doente, alquebrado, ouvimos mal, mal enxergamos...
Se temos uma família querida, contudo, precisamos esfriar a cabeça e pensar na importância do sucesso, do poder ter criado filhos e filhas maravilhosos e eles seus descendentes. Formamos pequenas tribos, clãs, quem sabe até iniciando novas e amadas etnias de nossos cientistas sociais, afinal, por quê não?
E idosos nesse dia lembramos de nossos pais; talvez, entre alguns, pais há muito tempo afastados de todos materialmente. Posso, eu, afirmar que meu pai não me abandonou, nem depois de morto, isso foi maravilhoso... Mais ainda, tive a sorte de conviver alguns anos com ele em vida concreta; pessoa extremamente inteligente, serena, responsável, lúcida, corajosa e um autêntico pai de família, dividindo seu tempo entre nós e seus irmãos, mãe viúva, que procurava mensalmente em Florianópolis; foi o grande exemplo, o paradigma que aprendi a respeitar e manter precariamente. Morreu cedo demais, o cigarro o matou. Fez uma tremenda falta, principalmente aos meus irmãos menores.
Os bons exemplos têm imenso valor e assim agora leio e ouço, sinto mensagens carinhosas, fruto dessas lições que não esqueci.
Que maravilha ter uma família tão querida.

Cascaes
11.8.2014















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