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quinta-feira, 7 de março de 2013

O EAD – finalmente pode ser melhor que o ensino convencional



Frequentar escolas e ter boas escolas, mestres excelentes, segurança, atendimento adequado é um grande desafio que só aumenta quando as cidades mergulham em clima de violência e demonstram incapacidade intelectual, material e recursos para ampliar escolas.
O ensino fundamental socializa as crianças, educa, alimenta, oferece espaços para esporte etc. é de extrema importância, tanto que deveria ser em tempo integral, recebendo crianças e jovens de manhã e liberando-os ao final da tarde. Seus professores deveriam ter os melhores salários em toda a escala de ensino e terem tratamento digno, treinamentos permanentes e selecionados criteriosamente, principalmente sob o ponto de vista vocacional.
Isso é possível se nossas universidades e escolas profissionais usarem intensivamente o EAD, o ensino a distância inteligente, sem a obrigação da sincronização entre aulas e alunos sentados a distância, usando arquivos portáteis e outros para que o aluno, sendo responsável e consciente e não simplesmente uma criança sentada em algum banquinho dormindo na aula, tenha oportunidade de estudar com os melhores professores disponíveis no país e no mundo, pois isso é possível.
Aulas práticas, laboratórios, bibliotecas, auditórios etc. podem ser os recursos adicionais oferecidos pelas universidades e escolas profissionais. Até isso tudo com o tempo haverá como serem substituídos por sistemas de informação, de avaliação, jogos educativos etc. se bons grupos de software, especialistas profissionais, pedagogos conseguirem organizar seus conhecimentos.
Se nada acontecer, todos serão atropelados pela tecnologia como aconteceu com os e-books, onde a AMAZON deu um show.
Toda a ciência já existe, sem descobrir mais nada haveria como dar um tremendo avanço. Qualquer pessoa poderia comprar em banca de revista um “pen drive” ou “notebook” com cursos completos, links com os centros educacionais completariam o sistema.
Nossas cidades não têm ruas de borracha. O resultado é que os cursos convencionais criam tremendos estacionamentos e congestionamento de tráfego. Alunos cansados, assustados com o medo de serem assaltados, correndo de um lado para outro chegam às aulas cansados, principalmente se forem obrigados a trabalhar para pagar cursos. Espaços que deveriam ser usados para esportes, cultura, debates, laboratórios, bibliotecas e salas para professores (agora consultores e apoiadores) são perdidos para trânsito.
O Brasil, com suas fragilidades crônicas é um exemplo perfeito da insanidade e irresponsabilidade de seus planejadores e administradores urbanos, estaduais e federais. O resultado é a perda de milhares de horas que os estudantes poderiam usar para estudar.
Note-se que o EAD transfere a responsabilidade da formação profissional dos professores para os pais e alunos estudantes, já iniciando a vida adulta. Podemos fugir do que ouvimos numa palestra: “os estudantes entram nas universidades cheirando a leite e saem com cheiro de cerveja” (quando não coisa pior).
O Ensino a Distância oferece vantagens imensas a alunos com deficiência(s), pessoas com doenças debilitantes, idosos, trabalhadores, viajantes e outros com impossibilidade de se submeterem ao regime de quartel das escolas convencionais. Não precisam estar presentes em salas de aula onde, como era nosso caso (eu) boa parte era usada para dormir, fazer piadas, mexer com os amigos. Muitos professores não estavam preparados, o que é rotina, principalmente quando os alunos têm níveis extremamente diferentes de formação e as salas não são adequadas. Aprendíamos mais no desespero das provas, estudando por conta própria, do em aulas modorrentas, com raras e fantásticas exceções.
Não é o caso dos cursinhos, onde a sobrevivência dos cursos depende da competência dos professores. Ao entrar nas universidades os alunos descobrem e se frustram, via de regra, com a heterogeneidade entre mestres e má qualidade do ambiente que imaginavam muito superior.
Livros, os livros digitais só começaram a mostrar seu potencial, sendo digitais podem ser dinâmicos, interativos, com filmes e jogos educativos, mais ainda se conectados a uma central de formação dos cursos.
O livro convencional custa florestas, espaços dia a dia mais caros, são limitados em tudo e não oferecem acessibilidade. O livro digital pode ter até versão/opção em LIBRAS, avaliações de conhecimento aleatórios tais como os jogos infantis que aumentam graus de dificuldade à medida que o usuário domina uma etapa, é leve, não precisa aleijar os alunos etc.; lousas eletrônicas podem treinar escrita, redação, desenho, criatividade...
Como todos sabem as letras e o som são reguláveis, ajudando pessoas com deficiência visual e/ou auditiva.
O aluno pode repetir aulas indefinidamente, mudando padrões de explicações, tudo, evidentemente, depende da equipe que produz as aulas que podem ser universais, com tradução simultânea.
O que não surpreende é a indiferença e até criação de dificuldades pelas corporações e cartéis, afinal o ensino é um tremendo negócio, até para os menores interesses de corporações mesquinhas.
Desesperadamente, suplicantemente, propomos, pedimos, insistimos na formação de universidades realmente dedicadas à produção de cursos sem as salas de aula virtuais, exceto para palestras especiais, incorporadas a equipamentos portáteis, que mudem e ampliem o universo de estudantes no Brasil.

Cascaes
7.3.2013




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