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quarta-feira, 30 de abril de 2014

A favor da Educação no Brasil

Campanhas salariais e o ensino fundamental e as creches
Esperar muito do magistério no ensino fundamental em escolas públicas é utopia, pois seus profissionais estão desamparados e colocados no piso da pirâmide social. Por efeito de alguma patologia social e política não sabem defender teses que mudariam isso tudo radicalmente, afinal o lugar deles é lá no alto, mais ainda num país onde as perversões provocadas pela mídia irresponsável e o poder crescente do crime organizado (com todos os tipos de colarinho e armamentos) parecem irreversíveis.
Dentro dos calabouços e depósitos infectos encontramos o resultado de um país que despreza o ensino pago pelo contribuinte, ávido de vinganças e extremamente míope de soluções.
O ser humano, talvez como reminiscência dos tempos mais remotos quando procurava entender a Natureza e negociar com ela boas caçadas, é atavicamente formalista e apaixonado por rituais, penitências, promessas, cerimônias e outras coisas que simplesmente o liberam para continuar suas extravagâncias.
Temos, tivemos e podemos valorizar lideranças nacionais respeitáveis.
Muitos políticos, líderes religiosos inclusive (fui aluno do excelente Colégio Santo Antônio em Blumenau, cidade com muitas escolas) e revolucionários compreenderam a importância da Educação.
Na Europa a invenção da Imprensa (após os chineses, como sempre) e a orientação de Martinho Lutero para a leitura da Bíblia foi a grande revolução que mudou o lado ocidental deste planeta. As escolas apareceram e os imigrantes europeus, onde chegaram com essa diretriz, transformaram a ignorância em dúvidas, afinal a grande orientação era “falar com Deus”, entendê-lo nas palavras escritas na Bíblia e fazer uma autocrítica íntima permanente. Sabendo ler e escrever o ensino e conhecimento político, profissional, ético etc. tornou-se mais e mais fácil.
Maravilhosamente agora podemos aproveitar a tecnologia para aprendizados essenciais em qualquer lugar do planeta, mas na infância e juventude nada substitui o bom professor(a) e a escola em tempo integral, se possível.
Lendo encontramos preciosidades.
O livro “O Homem Medíocre” [(1), (2)] é fonte especial para entender a América Latina. Suas obras são polêmicas, ou melhor, refletem a cultura universal à época. O racismo é implícito, mas a mensagem é clara quando fala da importância da Educação na formação de nações modernas (3). Nesse livro e do ótimo ebook “CARLOS OCTAVIO BUNGE E E JOSÉ INGENIEROS - ENTRE O CIENTÍFICO E O POLÍTICO. PENSAMENTO RACIAL E ...” (3) devemos destacar as teses e a importância do ex-presidente da Argentina (1868 – 1874) Jornalista, Escritor e Político Domingo Faustino Sarmiento[1]. O resultado é que o analfabetismo foi praticamente eliminado e a base técnica e social dos argentinos viabilizaram com larga margem positiva em relação ao que aconteceu em outros países latino-americanos.
Nosso continente sul americano sofreu demais com a violência das metrópoles e suas estratégias de dominação são bem conhecidas pelos brasileiros quando lembramos os tempos de Portugal; na América Espanhola o livro “O General em seu labirinto” (4) de Gabriel Garcia Marques dá um relato dos escombros da guerra impiedosa empreendida contra aqueles que pretendiam e conquistaram a libertação das colônias no início do século 19.
E o Brasil?
Aqui por um preciosismo imperial as escolas foram raras e mal distribuídas, mesmo após a proclamação da República sentimos o peso hegemônico da capital federal, impedindo a criação de universidades mais do que necessárias[2] (5).
Felizmente o Brasil mudou muito, mas desprezando a qualidade e a universalidade da educação e amparo real às crianças, pré-adolescentes e adolescentes (6), situação que se agrava brutalmente no acolhimento de crianças e jovens com deficiência. Esse tema não interessa aos grandes grupos econômicos, patrocinadores fortes de campanhas eleitorais, o resultado disso é sensível nas cidades, principalmente.
A inclusão, a acessibilidade para a PcD é última prioridade.
Só para citar um caso, a violência juvenil é um exemplo mais do que evidente de falhas estruturais gravíssimas, razões?
Precisamos de um Sarmiento no Brasil, que além de suas propostas e cultura também aliem a tudo liderança e competência para uma revolução na Educação Fundamental e Profissional em nosso país. O que for gasto para isso deverá ser entendido como investimento de médio e longo prazo, mas os resultados são garantidos e não dependem dos humores de multinacionais de diversas especialidades.
No Senado Federal temos o Senador Cristovam Buarque (7) e suas propostas podem se tornar realidade se os professores do Brasil se unirem e utilizarem o poder que possuem e usam muito mal de mobilização e colocação de propostas.
Podemos até sugerir a criação de uma “Bolsa Professor” federal que viabilize uma progressão salarial essencial às necessidades pessoais do corpo docente de nossas escolas públicas além de se criar um estímulo mais competitivo à profissão do magistério. Nossos municípios e estados estão com orçamentos comprometidos até para atender a FIFA. Empréstimos levarão anos para serem pagos e o sucesso econômico sem uma boa base cultural é discutível.
Para maior oferta de informações criamos o blog (7).
O desafio é orçamentário, de gestão pública e atenção para projetos de Governo, muitas vezes sem critério justo em relação às prioridades reais; para isso devemos exercer vigilância sobre a preparação da LDO (8) e também defender projetos de lei, estratégias e prioridades coerentes com o desafio de levantar a Educação no Brasil ao seu nível necessário e justo.
No Paraná também existe a possibilidade de federalização de suas universidades, transferindo recursos para a Educação Fundamental.
Para tudo isso se impõe uma mobilização permanente, formal e informal.
Gastar com a Educação é investimento da melhor qualidade.


Cascaes
30.4.2014

1. Ingenieros, José. O Homem Medíocre. SiNoPsE LiTeRáRiA. [Online] http://sinopseliteraria.blogspot.com.br/2011/09/o-homem-mediocre-jose-ingenieros.html.
2. José Ingenieros. Wikipédia. [Online] http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Ingenieros.
3. CARLOS OCTAVIO BUNGE E E JOSÉ INGENIEROS - ENTRE O CIENTÍFICO E O POLÍTICO. PENSAMENTO RACIAL E ... Scielo Books. [Online] Editora UNESP. http://static.scielo.org/scielobooks/s59t6/pdf/grejo-9788598605982.pdf.
4. Marques, Gabriel Garcia. O general em seu labirinto. 12ª. s.l. : Editora Record, 2014.
5. Cascaes, Tânia Rosa Ferreira. A Participação do LACTEC - Instituto de Tecnologia - na gênese do processo tecnológico paranaense: Uma contribuição ao estudo da história da Técnica e da Tecnologia. UTFPR. [Online] 2005. quadro 2 - página 72. http://files.dirppg.ct.utfpr.edu.br/ppgte/dissertacoes/2005/ppgte_dissertacao_187_2005.pdf. CDD: 621.310981.
6. Editora Moderna, Todos pela Educação,. Anuário Brasileiro da Educação - 2013. [Online] 2014. http://www.moderna.com.br/lumis/portal/file/fileDownload.jsp?fileId=8A8A8A833F33698B013F346E30DA7B17.
7. Cascaes, João Carlos. Mirante da Educação. [Online] http://mirante-da-educacao.blogspot.com.br/.
8. Orçamento Fácil - Vídeo 06 - O que é a LDO, Lei de Diretrizes Orçamentárias - Processo Orçamentário. Quixotando. [Online] Orçamento Fácil. http://www.joaocarloscascaes.com/2014/04/orcamento-facil-video-06-o-que-e-ldo.html.




[1] Vindo de uma família pobre, porém com antepassados ilustres, sua infância e formação foram profundamente influenciados por sua mãe Paula Albarracín. Sarmiento foi um autodidata e suas experiências daquela época estão publicadas em seu livro "Recuerdos de Provincia".
Durante a década de 1840, devido à sua oposição ao regime de Juan Manuel de Rosas, Sarmiento padeceu o exílio no Chile, onde ele escreveu seu livro mais famoso: "Facundo o Civilización y Barbarie", publicado em 1845, uma biografia do caudilho argentino Facundo Quiroga. Sarmiento, porém, usando Quiroga como pretexto, realizou neste livro um profundo estudo do fenômeno do Caudilhismo e um verdadeiro libelo contra Rosas e seu regime 2 . No Chile, Sarmiento esteve sob a proteção de Manuel Montt, então ministro do interior, que o encarregou de aprimorar o sistema de educação pública chilena. Sarmiento assim, viajou pela Europa e pelos Estados Unidos, estudando seus sistemas educacionais. Seus relatos de viagem foram publicados em seu livro "Viajes".
Domingo F. Sarmiento é apontado como um dos maiores expoentes do Romantismo argentino, devido ao seu papel relevante na chamada Geração de 1837. Porém, em seus escritos, vê-se profundas influências neoclássicas. Nos últimos anos de sua vida, ele aproximou-se do Positivismo, como bem atesta seu último e mais polêmico livro: "Conflictos y armonías de las Razas de América".
Sarmiento integrou o chamado Exército Grande que derrubou Rosas em 1852, sob a liderança de Justo José de Urquiza, porém Sarmiento logo rompeu com este. Na década de 1860, tornou-se governador de sua província natal, San Juan e depois, embaixador da Argentina junto aos Estados Unidos. Enquanto exercia tal função, foi eleito presidente da Argentina para o período 1868-1874.
Tomou posse em 12 de outubro de 1868, sucedendo Bartolomé Mitre. Em seu governo, Sarmiento duplicou o número de escolas públicas na Argentina e construiu por volta de 100 bibliotecas públicas 3 . A imigração européia também foi incentivada.
Durante sua presidência, concluiu-se a Guerra do Paraguai, na qual a Argentina anexou às custas do Paraguai, o território que hoje corresponde à província argentina de Formosa. Em 1870, Justo José de Urquiza foi assassinado durante uma revolta contra o governo central. Em 1874, Sarmiento entregou a presidência ao seu sucessor, Nicolás Avellaneda. Posteriormente, Sarmiento iria se opor ao regime conservador e excludente liderado pelo general Julio Argentino Roca e seus últimos anos de vida foram de contestação política e intelectual, a famosa "La Vejez de Sarmiento".
Ele faleceu em 1888, em Assunção, capital do Paraguai e hoje encontra-se sepultado no cemitério de La Recoleta, em Buenos Aires.
Sua efígie está estampada nas atuais notas de 50 pesos argentinos e não há cidade argentina que não tenha um logradouro público com seu nome. Wikipédia

[2] Em 1920, uma lei determinou o fechamento das Universidades. O Governo Federal não recebia bem as iniciativas surgidas de forma independente nos estados. Mesmo assim, apesar de contraditório, o Governo criou a Universidade do Rio de Janeiro. Era necessário criar alternativas para evitar o fechamento da UFPR. A forma encontrada na época para driblar a lei e continuar funcionando, foi desmembrar a Instituição em faculdades. 

terça-feira, 29 de abril de 2014

The History of UNESCO

Publicado em 14/06/2013
An overview of the principal events that helped create UNESCO.

In 1945, UNESCO was created in order to respond to the firm belief of nations, forged by two world wars in less than a generation, that political & economic agreements are not enough to build a lasting peace. It is in the minds of men and women that the defenses of peace & the conditions for sustainable development must be built.

Bolsa Professor ou federalização da Educação de jovens e crianças no Brasil

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Língua de sinais – Base Wikipédia em 25 de abril de 2014



Língua de sinais – Base Wikipédia em 25 de abril de 2014
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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Conversa em língua de sinais.
Uma língua de sinais (português brasileiro) ou língua gestual (português europeu) é uma língua que se utiliza de gestossinais e
expressões faciais e corporais, em vez de sonsna comunicação.
As línguas de sinais são de aquisição visual e produção espacial e motora.
São as línguas naturais de cada comunidade de Surdos, ao redor do globo.
Há no mundo muitas línguas de sinais usadas como forma de comunicação entre pessoas surdas ou com problemas auditivos.
Muitas delas receberam reconhecimento oficial em vários países.
As línguas de sinais no Mundo[
Assim como entre os idiomas falados, é grande a variedade de línguas de sinais ao redor do mundo.
Muitos linguistas se dedicaram a estudar diferentes línguas gestuais, concluindo que estas apresentavam diferenças consideráveis entre si.
Deve-se levar em conta que diferenças culturais são determinantes nos modos de representação do mundo.
Assim, os surdos sentem as mesmas dificuldades que os ouvintes quando necessitam comunicar com outros que utilizam uma língua diferente. 1
Cada país tem a sua própria língua gestual.
Tomando como exemplo alguns países lusófonos, vemos que utilizam diferentes línguas de sinais:
No Brasil existe a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), em Portugal existe a Língua Gestual Portuguesa (LGP),
em Angola existe a Língua Angolana de Sinais (LAS),
em Moçambique existe a Língua Moçambicana de Sinais (LMS).
Além disso, da mesma forma que acontece nas línguas faladas oralmente,
existem variações linguísticas dentro da própria língua de sinais, isto é, regionalismos e/ou sotaques.
Essas variações se devem a ligeiras diferenças culturais e influências diversas no sistema de ensino do país, por exemplo.
Há, inclusive, uma língua de sinais pretensamente universal, análoga ao Esperanto,
conhecida como Gestuno, que é usada em convenções e competições internacionais.
Não se sabe quando as línguas de sinais se iniciaram,
mas sua origem remonta possivelmente à mesma época ou a épocas anteriores àquelas em que foram sendo desenvolvidas as línguas orais.
Uma pista interessante para esta possibilidade das línguas de sinais terem se desenvolvido primeiro que as línguas orais
é o fato que o bebê humano desenvolve a coordenação motora dos membros antes de se tornar capaz de coordenar o aparelho fonoarticulatório.
As línguas de sinais são criações espontâneas do ser humano e se aprimoram exatamente da mesma forma que as línguas orais.
Nenhuma língua é superior ou inferior a outra, cada língua se desenvolve e expande na medida da necessidade de seus usuários.
Também é comum aos ouvintes pressupor que as línguas de sinais sejam versões sinalizadas das línguas orais;
por exemplo, muitos acreditam que a LIBRAS é a versão sinalizada do português;
que a Língua Americana de Sinaisé a versão sinalizada do inglês;
que a Língua Japonesa de Sinais é a versão sinalizada do japonês; e assim por diante.
No entanto, embora haja semelhanças ou aspectos comum entre as línguas de sinais,
devido a um certo contágio linguístico, as línguas de sinais são autónomas,
não derivando das orais e possuindo peculiaridades que as distinguem umas das outras e das línguas orais.
A língua de sinais é tão natural e tão complexa quanto as línguas orais,
dispondo de recursos expressivos suficientes para permitir aos seus usuários expressar-se sobre qualquer assunto,
em qualquer situação, domínio do conhecimento e esfera de atividade. Mais importante, ainda: é uma língua adaptada
à capacidade de expressão dos surdos.



A difusão do alfabeto dactilológico de uma só mão entre os ouvintes gerou a pressuposição de que esse alfabeto é a própria língua de sinais,
que há uma única língua de sinais e que essa língua é universal.
No entanto, o alfabeto dactilológico é apenas um suplemento das línguas de sinais,
cuja função é a soletração de palavras das línguas orais, tais como, nomes próprios, siglas, empréstimos, etc.
De acordo om o Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES), 
o alfabeto dactilológico usado atualmente no Brasil é um conjunto de 27 formatos,
ou configurações diferentes de uma das mãos, cada configuração correspondendo a uma letra do alfabeto do português escrito, incluindo o “Ç”.
É muito aconselhável soletrar devagar, formando as palavras com nitidez.
Entre as palavras soletradas, é melhor fazer uma pausa curta ou mover a mão direita para o lado esquerdo,
como se estivesse empurrando a palavra já soletrada para o lado.
Normalmente o alfabeto manual é utilizado para soletrar os nomes de pessoas, de lugares, de rótulos, etc.,
e para os vocábulos não existentes na língua de sinais.
Os sinais de pontuação, tais como, vírgulasponto final e de interrogação, às vezes, são desenhados no ar. 
Preposições e outras classes de palavras de que a língua não dispõe são inseridas na sinalização por meio da dactilologia, ou do alfabeto manual.
Línguas de sinais e línguas orais
Ao falarmos em língua de sinais estamos a referir-nos a língua materna/natural de uma comunidade de surdos,
isto é, uma língua de produção manuo-motora e de recepção visual, com vocabulário e gramática próprios,
não dependente da língua oral, usada pela comunidade surda e alguns ouvintes, tais como parentes de surdos, intérpretes, professores e outros.

Aspectos comuns

Arbitrariedade: As línguas orais são maioritariamente arbitrárias,
não se depreende a palavra simplesmente pelo sua representatividade,
mas é necessário conhecer o seu significado.
A iconicidade encontra-se presente nas línguas de sinais, mais do que nas orais,
mas a sua arbitrariedade continua a ser dominante.
Embora, nas línguas de sinais, alguns gestos sejam totalmente icónicos,
é impossível, como nas línguas orais, depreender o significado da grande maioria dos sinais, apenas pela sua representação.
  • Comunidade: As línguas orais têm uma comunidade que as adquirem,
como língua materna, cujo desenvolvimento se faz através de uma comunidade de origem,
passando pela família, a escola e as associações. Todas as línguas orais têm variações linguísticas.
Todas as línguas gestuais possuem estas mesmas características.
  • Sistema linguístico: As línguas orais são sistemas regidos por regras.
O mesmo acontece com as línguas de sinais, conforme referenciado por Stokoe (1960).
  • Produtividade: As línguas orais possuem a características da produtividade e da recursividade,
sendo possível aos seus falantes nativos produzirem e compreenderem um número infinito de enunciados,
mesmo que estes nunca tenham sido produzidos antes.
Acontece o mesmo com as línguas de sinais, sendo encontradas a criatividade e produtividade nas produções,
por exemplo, da LGP, pelos seus gestuantes nativos, parecendo não haver limite criativo.
  • Aspectos contrastivos: As línguas orais possuem aspectos contrastivos,
isto é, as unidades fonológicas do sistema de determinada língua estabelecem-se por oposições contrastivas,
ou seja, em pares de palavras, em que a substituição de uma unidade fonológica (um fonema)
por outra altera o significado da palavra (por exemplo: parra e barra).
Acontece o mesmo nas línguas de sinais, sendo que em vez de unidade fonológica,
muda um pequeno aspecto do gesto (por exemplo, na LGP: método e liberdade).
  • Evolução e renovação: As línguas orais modificam-se, como no caso das palavras que caem em desuso,
outras que são adquiridas, a fim de aumentar o vocabulário e ainda no caso da mudança de significado das palavras.
O mesmo acontece nas línguas de sinais, a fim de responder às necessidades que a evolução socio-cultural impõe
(por exemplo, na LGP, os seis gestos de "comboio", ou os gestos de "filme").
  • Aquisição:A aquisição de qualquer língua oral é natural,
desde que haja um ambiente propício desde nascença.
Na língua gestual acontece de igual forma, não tendo o indivíduo surdo que exercer esforço para aprender uma língua de sinais,
ou necessidade de qualquer preparação especial.
  • Funções da linguagem: As línguas orais podem ser analisadas de acordo com as suas funções.
O mesmo acontece com as línguas de sinais.
As funções são: a função referencial,a emotiva, a conotativa, a fática, a metalinguística, e a poética.
  • Processamento: Embora usando modalidades de produção e percepção,
as línguas orais e de sinais são processadas na mesma área cerebral.
Características próprias das línguas de sinais
Kyle e Woll apontam algumas propriedades exclusivas das línguas de sinais,
tais como o uso de gestos simultâneos, o uso do espaço e a organização e ordem que daí resultam.
Assim, as línguas de sinais possuem uma modalidade de produção motora (mãos, face e corpo) e uma modalidade de percepção visual.
Embora existam aspectos universais, pelos quais se regem todas as línguas de sinais,
a comunicação gestual dos Surdos não é universal.
As línguas de sinais, assim como as orais, pertencem às comunidades onde são usadas,
tendo apresentando diferenças consideráveis entre as determinadas línguas.
As línguas de sinais não seguem a ordem e estrutura frásicas das línguas orais,
assim o importante não é colocar um sinal atrás do outro, como se faz nas línguas orais (uma palavra após a outra).
O importante em sinais é representar a informação,
reconstruir o conteúdo visual da informação, pois os surdos lidam com memória visual.
As línguas de sinais possuem sua gramática própria, assim como as línguas orais possuem as suas,
sendo elas totalmente independentes.
Referências
  1. Ir para cima↑ Para uma Gramática de Língua Gestual Portuguesa, pág. 54.
Ligações externas[editar | editar código-fonte]




Custo da Educação - Sen. Cristovam Buarque - sugestões - falta querer - metas - Lula e ironia - o ganho com a alfabetização - o faz de conta - reforma radical - o vício do petróleo



Publicado em 01/11/2012
Um dos melhores programas da TV brasileira dos últimos anos. Em 3 partes de um total de 47 minutos bem gastos. O senador desmistifica certas unanimidades como a campanha dos 10% para educação, a fortuna do pré-sal e a escola em tempo integral. Autoria: programa Agenda Econômica da TV Senado.
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Custo da Educação - Sen. Cristovam Buarque - Declarações do Ministro Guido Mantega - orçamento e impostos mal utilizados - Mais Escola dentro das Crianças



Publicado em 01/11/2012
Um dos melhores programas da TV brasileira dos últimos anos. Em 3 partes de um total de 47 minutos bem gastos. O senador desmistifica certas unanimidades como a campanha dos 10% para educação, a fortuna do pré-sal e a escola em tempo integral. Autoria: programa Agenda Econômica da TV Senado.
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O custo da Educação - indicadores - PIB - IDEB - UNESCO - Plano Mundial para a Educação - qualidade do ensino





Publicado em 01/11/2012
Um dos melhores programas da TV brasileira dos últimos anos. Em 3 partes de um total de 47 minutos bem gastos. O senador desmistifica certas unanimidades como a campanha dos 10% para educação, a fortuna do pré-sal e a escola em tempo integral. Autoria: programa Agenda Econômica da TV Senado.
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    Senador Cristovam Buarque sobre a federalização da educação de base no Brasil (12-11-2013)




    Publicado em 14/11/2013
    Pronunciamento do Senador Cristovam Buarque, comemorando a aprovação, pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte, de projeto de lei de sua autoria, transformando o Ministério da Educação em Ministério da Educação de Base, que cuidaria da educação infantil até o ensino médio. O ensino superior ficaria a cargo do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.


    Alguns trechos:

    "Nós não vamos conseguir colocar a educação de base como uma prioridade nacional enquanto não houver uma instância nacional que cuide da educação de base; e hoje nós não temos."

    "Vejam que, há pouco tempo, diversos Estados e um número muito maior de Municípios entraram em greve, greve dos professores. Não houve uma palavra do Governo Federal. Nenhuma! Porque isso é coisa de prefeito. Criança é coisa de prefeito. Para o Governo Federal, é peixe que é importante. Aí tem um Ministério para cuidar dos peixes, mas nós não temos um Ministério para cuidar das crianças. "

    "Na maior parte dos países onde deu certo a educação de base, havia um ministro responsável por olhar, cuidar, influir na educação de base. Onde não teve isso, não deu certo."

    "Qual é o problema de termos alguém ligado ao Governo Federal cuja tarefa seja ficar de olho na educação de base, cuidar da educação de base? Por que isso é ruim? Hoje um jornalista me perguntou por que o Governo e o PT têm sido contra. A razão é muito simples: porque os sindicatos que representam as universidades são contra. Aí, sim, é a pergunta que eu não sei responder: por que eles são contra? Por quê? Por que ninguém foi contra quando se criou o Ministério da Pesca e é contra o Ministério da Criança, da Educação de Base?
    O fato é que as entidades sindicais ligadas às universidades são contra, e criança não tem sindicato, não pode pressionar."


    "Não há como unificar a qualidade da educação deixando que o Município rico cuide de sua educação e o Município pobre cuide da sua. Só um processo de federalização vai permitir isso, e não há como fazer esse processo sem ter um Ministério que cuide do assunto."

    "[...] uma universidade boa não faz uma educação de base boa; mas uma educação de base boa faz uma universidade boa. Não há como ter uma universidade ruim se a educação de base for boa. A educação de base puxa a universidade para cima ou para baixo."

    "Demos mais importância ao fato de que a USP caiu do que a importância ao fato de que educação de base não subiu no cenário mundial. Porque nós somos um País [...] que ofereceu carro antes de o povo ter ônibus; agora, oferece universidade antes de o povo aprender a ler, concluir o ensino médio com qualidade. Somos um País que está se iludindo e iludindo a população."

    As greves e o Ensino Fundamental e o Médio - uma luta prioritária no Brasil

    As greves e o Ensino Fundamental e o Médio
    O Brasil tem centenas de milhares de heróis [ (1),  (2)] reais, silenciosos, humildes, gente valente, trabalhadora. Não dão IBOPE e as novelas e programas de luxo, feitos para a burguesia, esquecem essa gente que cuida dos filhos e filhas de domésticas e de operários, além de patricinhas e de mauricinhos, no caso extremo da pirâmide social. Centenas de milhares de brasileiros e de brasileiras saem de casa de madrugada e retornam a seus lares tarde, ainda com tarefas para o dia seguinte. Essa gente sofre humilhações, agressões, arrisca-se muito quando trabalha em locais perigosos, e são muitos os espaços agora dominados por quadrilhas de traficantes, principalmente, que usam as crianças e adolescentes como escudos e vendedores no varejo da morte. Os grandes traficantes vivem em bairros de luxo, onde moram parece não ser um segredo insolúvel, mas sabem se proteger...
    Os mestres de escolas do Ensino Fundamental e Médio nunca foram tratados e recompensados pelos seus esforços no Brasil, ao contrário, eram a primeira opção de corte orçamentário; os governantes, maldosamente, entendiam que esses trabalhadores deveriam ser santos e santas, dispondo de sua força e inteligência para o bem da Humanidade enquanto eles punham e dispunham do dinheiro do contribuinte.
    Nada mais justo, apesar do pesadelo para outros trabalhadores e trabalhadoras, que apelem para greves e campanhas salariais agressivas, fazer o quê? Promessas a alguns santos milagreiros?
    Nosso país gera montanhas de dólares que se perdem na agiotagem e proteção a multinacionais e empresas brasileiras viciadas em privilégios; o dinheiro do contribuinte tem um destino garantido pelo Acordo de Basileia (1) e gente sem amor ao próximo que manda entre nós decide draconianamente o que é inflação e como devemos controlá-la. O essencial é garantir divisas[1] para o pagamento de empréstimos de multinacionais, acima de tudo, assim como cobrir rombos de empréstimos temerários via bancos oficiais (2).
    Corporações poderosas exaurem orçamentos sempre insuficientes, o que explica facilmente a precariedade até dos presídios, última opção de uso do dinheiro na área da Justiça, área em que a mercantilização do Direito estimula processos intermináveis. Na Medicina o truque foi a superespecialização, criando-se cargos e funções distantes das doenças comuns entre nós, mas que carecem de assinaturas de médicos até para compra de remédios que enfermeiros e farmacêuticos saberiam indicar. Aliás, a Saúde no Brasil está mais e mais se transformando em mina de ouro até para multinacionais de planos de saúde e serviços afins.
    Nossos heróis, e nós do Lions Clube de Curitiba Batel (5) podemos afirmar isso, pois atuamos [ (3), (4), (5), (6), (7)] na Região Metropolitana de Curitiba em algumas escolas estaduais e municipais, é acima de tudo o corpo docente de creches e escolas do Ensino Fundamental e do Ensino Médio. Falando da Região Metropolitana de Curitiba, não podemos esquecer, por exemplo, que no meio dessa região existe o complexo penitenciário de Piraquara, submetendo familiares de presidiários, muitos deles lá colocados com rigor extremo, algo inexistente nas classes mais altas, a “tarefas” de sustentação do crime organizado.
    O Senador Cristóvão Buarque deve estar afônico de tanto propor e defender os professores e a Educação em nosso país (8). Parece que luta no deserto. Sua proposta pode ter variações que se enquadrem melhor ao nosso povo. Afinal, não criamos o Bolsa Família (9) que de uma certa forma estimula os casais a terem mais filhos? O sucesso desse padrão de distribuição de renda justifica um “Bolsa Professor(a)” que poderia ser complementado pelos demais níveis de gerenciamento do Brasil.
    O orçamento dos estados e municípios está exaurido em projetos para viabilização de mais e mais automóveis, metrôs, subsídios, luxos e futebol. É fato consumado, isso sem falar no desperdício pela má gestão e a corrupção.
    Assim o que podemos e devemos fazer, quando o Governo Federal está em fase de elaboração de seu orçamento para 2015, o ano é eleitoral, é a colocação enérgica de propostas a favor das crianças e adolescentes, o que certamente exige a moralização da situação dos professores e professoras, pois o que existe no Brasil é absolutamente imoral.  Dependendo da escola, privada ou pública, do local, da cidade e estado, teremos diferenças absurdas e lesivas tanto ao corpo docente quanto discente. Um Brasil fraterno, livre, igualitário ainda que em oportunidades depende da solução da situação de suas escolas para crianças e adolescentes. Se queremos mais tarde bons profissionais, devemos formar uma base sólida, sadia e eficaz.
    Estudos demonstram a precariedade alarmante da Educação e do Ensino no Brasil [ (12), (13), (14)] conhecem?
    Ainda estamos na pré-história, num país que nem creches é capaz de construir e manter... Mas temos arenas de Primeiro Mundo.
    Com certeza, ajustando algumas prioridades que nos enfiaram goela abaixo, vai sobrar dinheiro para a Educação, principalmente no nível federal, onde os governantes se dão ao luxo de projetos mirabolantes e acordos inadequados à situação do Brasil. Nada impede que tenhamos um “Bolsa Professor(a)” complementando salários aviltados por uma política fiscal injusta e a má gestão crônica de nossas cidades e estados.
    A dúvida maior é se os legisladores e gerentes políticos (e seus patrocinadores) desejam a evolução do povo brasileiro. A ignorância é o adubo dos poderes que exercem.
    Cascaes
    25.4.2014
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    [1] A oligarquia financeira mundial saqueia o Brasil, inclusive através da dívida pública, inflada pela capitalização de juros absurdos, mesmo gerando,  com só eles, gastos inúteis da ordem de R$ 350 bilhões anuais.
    ...O governo instalado pelo golpe de 1954 doou o mercado às empresas transnacionais (ETNs), e lhes deu subsídios inimagináveis:  a) permitir às ETNs importar bens de capital usados, de há muito amortizados com as vendas dos seus produtos no exterior; b) atribuir a essas importações valores significativos; c) permitir seu registro como investimento estrangeiro; d) converter  essas quantias em moeda nacional, à taxa livre de câmbio (cuja cotação equivalia ao dobro da taxa preferencial; e) converter os enormes ganhos à taxa preferencial, nas remessas às matrizes.
    ... Outro desastre flui do art. 164, que nega ao Tesouro competência para emitir moeda e a atribui ao Banco Central, e este só pode financiar  bancos, que se locupletam com as brutais taxas de juros  dos títulos do Tesouro.